Hisham Muhammad e o htop

Hisham Muhammad. Formado na Unisinos, em São Leopoldo, natural de Porto Alegre. Cofundou o GoboLinux, distro que reorganiza a árvore de diretórios do Unix inteira. /Programs no lugar de binário em /usr/bin, biblioteca em /usr/lib e configuração em /etc. O top tradicional o incomodava então ele escreveu um substituto em C, em cima do ncurses. Lista completa, rolagem vertical e horizontal, árvore de processos, memória, teclas de função pra matar, mudar prioridade e filtrar sem sair da tela. Em maio de 2004 saiu a primeira versão. Chamou de htop.
Hoje está no repositório de toda distribuição. apt, dnf, pkg, brew. Meio mundo tem alias de top pra htop no .bashrc. Roda em Linux, FreeBSD, OpenBSD, macOS e Solaris. No ano de 2004 foi pra PUC-Rio fazer mestrado, depois doutorado, orientado por Roberto Ierusalimschy, o criador de Lua. Foi onde foi criado o LuaRocks, gerenciador de pacotes da linguagem, que ele mantém desde 2006. Plugin do Kong, módulo do OpenResty, biblioteca pro Neovim.
O htop sempre foi projeto de uma pessoa só. Por volta de 2018 as pausas foram crescendo. Seis meses, um ano, um ano e meio. Gente do Debian e da Red Hat fez um fork, aplicou dois anos de PRs parados e em 27 de agosto de 2020 lançou o htop 3.0. Hisham soube num sábado de manhã, por notificação do Twitter. Respondeu na issue que estava feliz de ver aquilo, que a primeira reação foi alívio. Redirecionou o site, arquivou o repositório, avisou as distros que o upstream tinha mudado.
Hoje trabalha na Kong, de Porto Alegre, com C, Rust e Go no time de WebAssembly do Kong Gateway. Mantém o Teal, dialeto tipado de Lua.
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