Gustavo Niemeyer e o Geohash

Desde a versão 3.2 Redis usa geohash. No próprio Redis existe o comando GEOHASH que devolve a string compatível com o geohashorg, o comando GEO são geohash literal. Elasticsearch colocou agregação baseada em geohash em 2014, geohash_grid. Yelp usa geohash em prod. MongoDB teve geohash.
Geohash de 2008 foi pioneiro nessa solucao, sendo boa o suficiente para outras empresas criarem algo por cima dele. Uber com H3, Google com S2, X com quadtrees. Sendo o pioneiro deu possibilidade aos outros de criar soluções mais especificas para o cenário da empresa. Geohash em domínio público, S2 e H3 sob licença Apache. Mas o geohash foi colocado em domínio público propositalmente.
Longitude e Latitude. O ponto está na metade leste ou oeste do mundo? Norte ou sul? pega um bit de cada. Repete, cortando pela metade. Intercala os bits de longitude e latitude, mapeia cada grupo num alfabeto de 32 símbolos. 9q8yy feito. Tire um caractere do fim e a precisão diminui sozinha. Zoom out sem reprocessar nada. String vira uma caixa maior na Terra. Qualquer banco que compara texto faz busca por proximidade de graças a isso.
Gustavo Niemeyer. Brasileiro. Foi conseguiu reinventar uma Morton de 1966 e conseguiu adicionar base32 o que tornou tudo legível a linguagem humana. Hoje quase toda busca por proximidade que você faz passa por alguma variação dele. Nossos App de corrida, delivery, indice geoespacial de banco, tudo com um dedo dele.
E algo impressionante e que antes de tudo isso existiu Niemeyer na Conectiva. Lapidando gerenciador de pacotes. Trabalhando junto com o Kojima. Mais um da lista gigante dos nomes brasileiros que veio dela.
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